Datas sazonais · 2 de novembro de 2025 · 4 min de leitura
Geração de valor no varejo via gestão de Black Friday
O que os dados da Black Friday 2024 mostram sobre canais, calendário e recompra.
A chegada do mês de novembro é sinônimo de Black Friday. Ou Black Week. Ou Black November. Ou qualquer que seja o aproveitamento que os criativos gestores das marcas dão para esse mês. Do lado dos consumidores o mês de novembro é o período de comprar aquele televisor de 65 polegadas, trocar o smartphone, verificar os preços das passagens para Paris, fazer as compras de Natal, dentre tantas formas de indulgência e utilidade. Do lado das marcas novembro é o mês de bater recordes de venda, ampliar a base de clientes, ajustar os estoques e recuperar liquidez.
Dados de pesquisas da edição de 2024 da Black Friday, consolidados por importantes players do ecossistema de e-commerce como Dito CRM e AVANTI, trazem informações interessantes e que podem gerar bons insights para gestores de venda e CRM.
Onde e quando o cliente compra
Quando perguntados sobre qual o canal preferencial para compras de Black Friday, mais de 50% dos entrevistados afirmam preferir comprar em site ou app, como era de se esperar. Mais de 35% dos entrevistados, contudo, afirmam preferir comprar em lojas físicas, denotando a necessidade de ações integradas de omnicanalidade para melhor experiência dos clientes e potencial de resultados.
Quando perguntados sobre o período preferencial para compras, apenas 10% desejam comprar na data específica de Black Friday, enquanto 83% afirmam preferir comprar na semana ou mês de novembro, o que encerra a questão sobre a necessidade de desenhar um calendário amplo de aproveitamento da black, considerando inclusive os impactos para os meses de outubro e para o calendário de Natal e liquidação de verão.
O que se compra
Dado que chama particularmente a atenção diz respeito ao tipo de produto comprado. As pesquisas sobre a black de 2024 mostram que 48% das compras envolveram eletroeletrônicos e eletrodomésticos, como seria de se esperar. 48% das vendas envolveram roupas e acessórios, denotando a assertividade das estratégias das marcas e mostrando também que há um equilíbrio entre a compra de utilidade (ainda com características de indulgência) e as compras de desejo e indulgência. Os dados mostram também categorias com potencial subaproveitado, como é o caso de livrarias (15% das compras de 2024), viagem e turismo (17%) e casa e decoração (23%).
Uma data consolidada
A relevância e consolidação da Black Friday no calendário de varejo brasileiro se evidencia por dois indicadores bastante simples. Na edição de 2024, 55% dos clientes objeto de pesquisa afirmaram ter decidido que item comprar já no mês de maio. Para a edição 2025 esse percentual subiu para 61%. Ainda, dos clientes que compraram na Black Friday de 2024, 54% afirmam que irão repetir a compra, enquanto 16% afirmam pretender comprar, conquanto ainda não o tenham feito. Ou seja, cerca de 70% de potencial de recompra. Esses dois dados mostram com clareza que o sucesso da estratégia de Black Friday passa por uma adequada preparação e ativação dos clientes fidelizados bem como de uma efetiva estratégia de fidelização dos novos clientes.
Independente da fonte, as pesquisas com os consumidores mostram uma realidade bastante clara: a Black Friday está consolidada no calendário de varejo brasileiro, com impacto cada vez maior nas vendas e na estratégia de gestão de consumidores.
Gestão de oferta, vendas, calendário e consumidores, com tecnologia, estoque, estrutura e pessoas: realidades cada vez mais incontornáveis para as marcas.
Um trabalho eficaz de gestão de oferta, vendas, calendário e consumidores, adequada base de recursos de tecnologia, estoque, estrutura, sistemas e pessoas bem como liderança e envolvimento de todos os times são realidades cada vez mais incontornáveis para as marcas e seus gestores.